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Ciclismo

“Bruno Costa Carvalho aposta no regresso do ciclismo ao Benfica”
Candidato à presidência quer clube eclético a honrar passado

 

Por: Flávio Miguel Silva
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Movenotícias
Bruno Costa Carvalho expressou esta quarta-feira a vontade de o Benfica voltar ao ciclismo depois de a modalidade ter sido extinta no clube em 2008. No Facebook, o assumido candidato à presidência garante que o ciclismo é "uma das marcas intemporais do clube". "A ideia é criar um projeto, bem sustentado e estruturado, no qual haja aposta nas camadas jovens e no escalão de elites haja invariavelmente ambição para competir nas provas internacionais. Já imaginaram ver os Alpes e Pirenéus pintados de vermelho em pleno Tour de France?", interrogou o empresário.
Costa Carvalho lamentou a "tão fraca afluência de público" aos pavilhões da Luz para ver as modalidades, a aposta no RedPass Modalidades "sem efeitos práticos" e atribui grande importância ao Centro de Alto Rendimento em Oeiras, cuja primeira pedra foi lançada em setembro de 2017.

Leia a mensagem na integra:
"Sou Benfiquista porque adoro os desportos, e em todos o Benfica afirma a sua presença, atingindo o nível máximo em numerosos campos, levando representação condigna a todas as categorias, pondo a sua popularidade ao serviço da causa".
Esta mítica frase é da autoria de Félix Bermudes, um dos homens mais importantes da nossa gloriosa história, Presidente do Benfica por duas vezes.
A frase acima mencionada ilustra bem a matriz eclética do Benfica, indiscutivelmente uma das nossas bandeiras que jamais se pode desconsiderar. Não interessa a modalidade, o escalão ou o género, se o emblema do Benfica está presente então o que queremos é que se cumpra o nosso destino, o de vencer.
Sublinhe-se a vivacidade do ecletismo do Benfica. Tem sido desenvolvido um trabalho muito interessante nos últimos largos anos, conforme refletem os muitos títulos alcançados nas diversas disciplinas desportivas. O Benfica é sobejamente um clube com ADN vencedor e, por conseguinte, as modalidades não podem ficar à parte desta herança.
No Benfica ganhar não chega. Não se pode relaxar quando se atinge o topo. É imperativo conjugar o verbo ganhar de forma sistemática. E, de facto, há modalidades que têm dignificado o clube, porém há outras que ganham esporadicamente e outras que se mantêm aquém no que concerne aos resultados desportivos. E a grandeza do Benfica não compadece com essa situação.
Todos, sem exceção, queremos um Benfica forte e pujante a todos os níveis. Para atingir tal desiderato, e focando-nos, essencialmente, nas cinco modalidades de pavilhão (Andebol, Basquetebol, Futsal, Hóquei em Patins e Voleibol), cumpre dotar as equipas de qualidade e ter treinadores que façam funcionar o coletivo, capazes de liderar com sucesso as equipas.
É nuclear ter em cada modalidade pessoas que possuam um conhecimento profundo do mercado nacional e internacional. Cumpre à Direção manter um contacto diário com cada um dos team-managers que terão a seu encargo a gestão de cada modalidade. Reiterando, o acompanhamento do dia-a-dia e dos jogos das modalidades deve ser feito de muito perto.
É importante deixar claro que quantidade não significa qualidade. Há que filtrar e ficar com os melhores, o que implica assegurar uma boa equipa de prospeção. Há que ser criterioso na construção dos plantéis e evitar sempre atacar o mercado desenfreadamente. O nosso desejo passa por criar uma base sólida de jogadores portugueses, apostando preferencialmente nos jovens com largo futuro pela frente, e trazer atletas estrangeiros que sejam decisivos. A competência e qualidade têm de ser permanentes no quotidiano do nosso clube.
Para garantir um futuro risonho é imprescindível uma Formação a dar frutos, assente numa simbiose perfeita: componente educativa/pedagógica em paralelo com a evolução física e técnico-tática. O Benfica tem o dever de formar seres humanos e atletas de topo, devidamente enquadrados com os valores do clube. Queremos uma aposta efetiva no talento. E o caminho tem de ser o de fornecer produtos das camadas jovens aos plantéis principais. No entanto, só os melhores lá chegarão e terão essa oportunidade.
Uma palavra também para a realidade Feminina. É uma aposta recente, mas finalmente apresentamos equipas em todas as modalidades de pavilhão. O caminho trilhado está a ser positivo, todavia ainda faltam limar algumas arestas para deter a hegemonia nacional em todas elas.
Como foi salientado, o ecletismo tem sido uma das palavras de ordem no Benfica, contudo marcado por alguns avanços e recuos que nos têm custado caro na medida em que a cultura de vitória ainda não está totalmente consolidada. Porventura, terá de ser levado a cabo um rejuvenescimento na estrutura de algumas das modalidades que aparentam estar um pouco à deriva.
O que todo o Benfiquista quer é ver o seu clube na rota do êxito e quando isso não acontece cumpre tirar ilações e perceber aonde reside o problema, isto é, identificar o fator de insucesso. Não se pode ter receio de tomar medidas mais densas. Defendo uma renovação no topo da hierarquia de algumas secções. As pessoas ligadas à pirâmide dessas secções não deixam de ter mérito nas conquistas passadas, contudo, como em tudo na vida, há que saber encerrar os ciclos.
É nosso desejo trazer referências eternas/ex-glórias. São pessoas que respiram Benfica, e que sabem tudo sobre a respetiva modalidade. Por certo existem em cada modalidade figuras que outrora nos deram tanto e que hoje podem contribuir decisivamente para atingirmos o sucesso.
As nossas infraestruturas são ótimas, conforme tem sido amplamente reconhecido pelos atletas que por cá têm passado e oferecem todas as condições para o patamar de excelência desportiva. Mas isso, por si só, não nos garante nada.
Pondo de parte a visão romântica, e atendendo ao contexto do desporto em Portugal em que o Futebol é o "core business" dos clubes, há que ter a noção de que as modalidades não são auto-sustentáveis. A pasta das modalidades requer uma gestão rigorosa, sem enveredar pelo cometimento de loucuras e sendo-se certeiro com os recursos à disposição.
Para ajudar a atenuar os gastos, é essencial concretizar a captação de sponsors. As circunstâncias atuais são complexas, no entanto, a marca Benfica é muito forte. Com maior ou menor dificuldade têm de ser estabelecidas parcerias. Não é de descartar a obtenção de patrocínios ocasionais, isto é, por exemplo, um patrocínio para uma fase final de determinada competição ou para a participação nas campanhas europeias.
Naturalmente, queremos que o Benfica seja dominador a todos os níveis em Portugal. Mas, também queremos um Benfica empolgante além-fronteiras. Claro está que há modalidades onde é mais provável atingir a glória europeia, mas aquilo que se exige, no cômputo geral, são prestações condizentes com os nossos pergaminhos.
Não tenhamos dúvidas de que o Benfica, como maior instituição desportiva do país, tem, manifestamente, de ser uma voz ativa e proactiva nos centros de decisão, designadamente juntos das federações desportivas. O Benfica jamais pode ser ignorado e deve lutar com firmeza por salvaguardar os seus interesses. Não deve ser descurada a possibilidade de propor a alteração de modelos competitivos em vigor com o intuito de melhorar a competitividade, o que será benéfico para atrair jogadores internacionais de créditos firmados e para que as nossas campanhas europeias sejam mais bem sucedidas.
A menor visibilidade das modalidades não pode justificar tão fraca afluência de público. Raros são os jogos onde se verificam plateias numerosas e entusiásticas. É angustiante ver as bancadas dos nossos pavilhões frequentemente despidas de público. É certo que têm sido tomadas medidas para melhorar as assistências, mas quase sempre sem efeitos práticos, como por exemplo a recente aposta no Redpass Modalidades. Achamos que tem de haver uma reflexão séria sobre este assunto. As plataformas digitais podem ser melhor utilizadas. Deve-se aproveitar os jogos em casa da equipa de Futebol para divulgar os desafios das modalidades, por exemplo.
Não podia deixar de referir as outras secções ativas (todas elas merecem um olhar atento), as modalidades extra-pavilhão. Em termos globais, o rumo é positivo (Atletismo, Triatlo, Judo, Canoagem), ainda que algumas delas estejam um pouco à deriva como é o caso do Rugby, uma modalidade histórica que tem sido, em certa medida, desprezada ao longo dos últimos anos. O projeto olímpico é algo que merece ser assinalado. É assim que se defende e fomenta a cultura desportiva! Um projeto que se baseia na formação e em atletas consagrados, como a Telma Monteiro, o Fernando Pimenta, Pedro Pichardo, entre outros.
Realce também para o Centro de Alto Rendimento em Oeiras que é algo que se mantém afastado da realidade. Estas instalações visam otimizar o rendimento dos nossos atletas em alta competição nos mais variados desportos e alavancar o bom trabalho efetuado ao nível da Formação. É um dossier que merece toda a nossa atenção.
Por último, temos como meta também o regresso às estradas. O Ciclismo é uma das modalidades que mais contribuiu para a dimensão nacional que o nosso clube atingiu. A roda de bicicleta não está no nosso emblema por obra do acaso. É uma das marcas intemporais do nosso clube. Por conseguinte, a ideia é criar um projeto, bem sustentado e estruturado, no qual haja aposta nas camadas jovens e no escalão de elites haja invariavelmente ambição para competir nas provas internacionais. Já imaginaram ver os Alpes e Pirenéus pintados de vermelho em pleno Tour de France?
Fonte: Record on-line


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