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Ciclismo

“Equipa Portugal/Guilherme Mota 16.º em corrida alucinante”

 

 

Por: José Carlos Gomes
Guilherme Mota, 16.º classificado, foi o melhor português na prova de fundo para juniores do Campeonato do Mundo de Estrada, disputada ao longo de 131,8 quilómetros, entre Kufstein e Innsbruck, Áustria. Afonso Silva foi o 70.º.
A corrida foi disputada a uma velocidade alucinante, desde os quilómetros iniciais, teoricamente mais fácies, por serem totalmente planos. As seleções da Alemanha e da Bélgica, apostadas em fazer a seleção de valores desde o começo da prova, impuseram um ritmo avassalador, que foi dizimando o pelotão, tanto devido à própria velocidade como às quedas que se sucederam.
Os dois portugueses ficaram presos nas quedas, mas Guilherme Mota conseguiu desenvencilhar-se com mais facilidade dos percalços. Afonso Silva comprometeu uma boa classificação ficando preso numa grande queda coletiva, quando estavam percorridos cerca de 30 quilómetros.
A primeira grande seleção aconteceu precisamente numa queda, a cerca de 70 quilómetros do fim. Este acidente aconteceu na frente do pelotão, que se partiu definitivamente, a poucos quilómetros de iniciar-se a subida de Gnadenwald. O belga Remco Evenepoel foi um dos corredores a experimentar a dureza do asfalto, mas conseguiu fazer uma recuperação impressionante, chegando às duas voltas do circuito final no grupo dos favoritos.
Na primeira das duas subidas do circuito, a 40 quilómetros da chegada, o belga atacou e destruiu o que restava do pelotão. Guilherme Mota encontrava-se, nessa altura, entre os melhores. Na dianteira, Evenepoel fez uma corrida à parte, que lhe daria a dobradinha, ou seja, o título de estrada, depois de conquistar o de contrarrelógio.
Mais atrás, Guilherme Mota lutou com todas as forças para chegar o mais na frente possível. O corredor leiriense deixou para trás rivais atrás de rivais, conseguindo entrar no sprint pelo 13.º lugar. Sendo o mais lento do grupo de quatro em que se encontrava, fechou no 16.º posto, a 6m41s do vencedor.
Remco Evenepoel impôs-se com classe, cumprindo a prova à impressionante média de 43,021 km/h. O segundo classificado, a 1m25s, foi o alemão Marius Mayrhofer, que viu premiada com a medalha de prata a ousadia de ter sido o único a tentar seguir Evenepoel na altura do ataque decisivo. O terceiro, a 1m38s, foi o italiano Alessandro Fancellu.
Afonso Silva teve a ambição limitada pela queda que o atrasou, ainda a 100 quilómetros do final. Numa demonstração de abnegação e combatividade, concluiu a corrida, no 70.º lugar, a 19m00s do primeiro.
“A primeira parte da corrida, até à primeira subida, foi muito rápida. Houve duas quedas e em ambas as ocasiões tive de recolar ao pelotão – e é um pelotão de loucos. Nessa parte da corrida, a rolar a alta velocidade, não me ia a sentir nada bem, porque sou muito leve. Depois entrámos nas três subidas do dia. Aí senti-me espectacular. Tive pena de não estar no máximo, devido ao sofrimento inicial, porque acho que poderia fazer um lugar ainda melhor”, considera Guilherme Mota.
O selecionador nacional, José Poeira, destaca a prestação de Guilherme Mota e lamenta o infortúnio de Afonso Silva. “Numa corrida com esta dureza e disputada a esta velocidade, só um corredor com grande qualidade consegue acabar no 16.º lugar. Tenho pena que o Afonso tivesse ficado ‘cortado’ numa queda, porque estou convencido que, se não fosse isso, poderíamos ter dois ciclistas nos 20 primeiros”, diz Poeira.
Fonte: FPC


 

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